
"O Baú dos Sonhos: Vozes que Despertam Mesmo Sem Votos"
- Raquel Mendes
- 10 de jun. de 2025
- 1 min de leitura
O Baú dos Sonhos de uma Mulher Real
Ela é mulher.
É mãe, filha, amiga, irmã.
É tantas em uma só. E ainda assim, por vezes, sente que não é suficiente.
Em algum canto do tempo, guardou seus sonhos em um baú. Fechou com cuidado, como quem esconde um tesouro precioso, mas com medo de que o mundo lá fora não o entendesse. Sonhos de fala, de presença, de ocupar espaços. Sonhos de mudar o mundo — ainda que começando pela própria rua.
O baú ficou ali, quieto, à espera. E ela seguiu. Cuidou dos filhos, dos outros, do trabalho, da casa, do que esperavam dela. Mas o que ela esperava de si mesma?
Num dia qualquer — ou talvez num daqueles dias que mudam tudo — ela decidiu abrir o baú. As mãos tremiam, o medo ainda morava ali. Mas havia algo mais forte: o desejo de reencontro com quem ela era antes das pausas, antes das exigências, antes das renúncias.
Ao levantar a tampa, não encontrou poeira, mas potência.
Os sonhos ainda estavam vivos.
A mágica começou.
Não foi preciso ter garantias, cargos, títulos, ou votos. Bastou ter voz. E coragem para usá-la.
Voz para falar de política com afeto.
Para ocupar os espaços que antes pareciam inalcançáveis.
Para lembrar a si mesma — e a outras mulheres — que a transformação começa no íntimo. E que toda mulher tem um baú cheio de futuros possíveis.
Hoje, ela ainda é mulher, mãe, filha, amiga, irmã.
Mas também é presença.
É palavra.
É semente.
Mesmo sem votos, ela tem voz.
E com ela, começa a mudar o mundo.






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